domingo, 31 de março de 2013

A química dos eletroeletrônicos


Você já deve ter ouvido falar sobre lixo eletrônico e deve ter se perguntado por que um simples aparelho eletrônico pode causar tantos problemas, a resposta e simples os aparelhos eletrônicos possui uma grande quantidade de substâncias químicas, que provocam a contaminação do solo e da agua.

Lixo eletrônico é todo resíduo produzido pelo descarte de equipamento eletrônico, esse tipo de lixo tem se tornado um grande problema ambiental, pois possuem varias substancias química que emitem radiação e quando são descartadas em locais inapropriados podem contaminar o solo a agua e até mesmo você .
                      

Os principais contaminantes presentes nos eletroeletrônicos são:


Arsênico:
Metal venenoso que se apresenta como pó ou em forma de substâncias solúveis. A exposição crônica ao Arsênico pode provocar várias doenças de pele e diminuir a velocidade de transmissão dos impulsos nervosos. A exposição continuada ao arsênico pode também causar câncer de pulmão e, muitas vezes, ser fatal.

Bário
É um metal usado em velas de ignição, lâmpadas fluorescentes e "getters" em tubos a vácuo. Sendo altamente instável na forma pura, ela forma óxidos venenosos quando em contato com o ar. Curta exposição ao bário pode levar a edema cerebral, fraqueza muscular, danos ao coração, fígado e baço. Os efeitos em longo prazo a exposição crônica ao bário em seres humanos ainda não são conhecidos devido à falta de dados sobre seus efeitos.


Berílio
Foi recentemente classificado como carcinógeno humano, porque a exposição a ele pode causar câncer de pulmão. A preocupação primária de saúde é quanto à inalação de poeiras de Berílio, fumaça ou névoa. Os trabalhadores que estão constantemente expostos ao Berílio, mesmo em pequenas quantidades, e que se tornam sensíveis a ele, podem desenvolver o que é conhecido como doença crônica Berílio (beryllicosis), uma doença que afeta principalmente os pulmões. A exposição ao Berílio também provoca uma doença de pele que é caracterizada por problemas de cicatrização de feridas e surgimento de verrugas. Estudos têm demonstrado que as pessoas podem continuar a desenvolver doenças provocadas pelo Berílio, muitos anos após a última exposição.


BFR (Retardastes de Chama Bromados)

Os 3 tipos principais de retardantes utilizados em aparelhos eletroeletrônicos são o Polibromobifenilo (PBB), o Éter difenil polibromado (PBDE) e o Tetrabromobisfenol - A (TBBPA). Retardantes de chama fazem materiais, especialmente plásticos e têxteis, mais resistentes ao fogo. Eles são encontrados em forma de pó e no ar através da migração e da evaporação a partir de plásticos. A combustão de materiais halogenados e placas de circuito impresso, mesmo a temperaturas baixas, liberam as emissões tóxicas, incluindo as dioxinas, que pode levar a graves distúrbios hormonais. Grandes fabricantes de produtos eletrônicos já começaram a eliminar gradualmente retardadores de chama bromados por causa de sua toxicidade.


Cádmio
Compostos de Cádmio podem ter graves impactos sobre os rins. O Cádmio é adsorvido pela respiração, mas também com os alimentos. Devido à longa meia-vida no corpo, o Cádmio, pode facilmente se acumular em quantidades que causam sintomas de envenenamento. O Cádmio apresenta um risco de efeitos cumulativos no ambiente devido à sua toxicidade aguda e crônica. A exposição aguda à fumaça de Cádmio provoca sintomas de fraqueza, febre, dor de cabeça, calafrios, sudorese e dor muscular. Os riscos primários à saúde pela exposição a longo prazo são câncer de pulmão e nos rins. O Cádmio também pode causar também enfisema pulmonar e doença óssea (osteomalacia e osteoporose).



Cromo
seus óxidos são amplamente utilizados devido à sua condutividade elevada e propriedades anticorrosiva. Algumas formas de Cromo não são tóxicas, outras como a de Cromo (VI) conhecida com Hexavalente, é facilmente absorvido pelo corpo humano e pode produzir vários efeitos tóxicos no interior das células. A maior parte dos compostos de Cromo (VI) irrita os olhos, pele e mucosas. A exposição crônica aos compostos de Cromo (VI) pode causar danos permanentes aos olhos, se não for devidamente tratada. O Cromo (VI) pode também causar danos ao DNA.




Dioxinas
As Dioxinas e os Furanos são uma família de produtos químicos que compreendem 75 diferentes tipos de compostos tipo Dioxinas e 135 compostos relacionados com os Furanos. Dioxina é o nome genérico da família de compostos compreendendo dibenzo-p-dioxinas (PCDD) e dibenzofuranos policlorados (PCDFs). Dioxinas nunca foram intencionalmente fabricadas, mas se formam como subprodutos indesejáveis durante a fabricação de substâncias como alguns pesticidas, bem como durante a combustão. As Dioxinas são conhecidas por serem altamente tóxicas para animais e seres humanos pois se acumulam no corpo e podem levar a malformações do feto, diminuição da fecundidade e das taxas de crescimento, além de causar doenças no sistema imunológico, entre outras coisas. A Dioxina mais conhecido e mais tóxica é a 2, 3, 7, 8-tetracloro-p-dioxina (TCDD).



Chumbo
É o metal mais amplamente utilizado nas indústrias, após ferro, alumínio, cobre e zinco. É comumente empregado na indústria eletroeletrônica em soldas, baterias de Chumbo-ácido, componentes eletrônicos, revestimento de cabos, no funil dos CRTs, etc. A curta exposição a níveis elevados de Chumbo pode causar vômitos, diarreia, convulsões, coma ou até mesmo a morte. Outros sintomas são perda de apetite, dor abdominal, constipação, fadiga, insônia, irritabilidade e dor de cabeça. Exposição excessiva continuada, como em um ambiente industrial, pode afetar os rins. É particularmente perigoso para crianças pequenas, pois podem danificar conexões nervosas e causar distúrbios cerebrais.


Mercúrio
É um dos metais mais tóxicos que ainda é amplamente utilizado na produção de equipamentos eletroeletrônicos. É um metal pesado tóxico que se acumula no organismo causando danos cerebrais e no fígado, se ingerido ou inalado. O mercúrio aparece altamente concentrado em algumas baterias, interruptores, termostatos e lâmpadas fluorescentes.


PVC (Cloreto de polivinila)
É o plástico mais utilizado em eletrônica e em aparelhos, utensílios domésticos, tubos, entre outros. O PVC é perigoso porque contém até 56% de Cloro que quando queimado, produz grandes quantidades do gás cloreto de hidrogênio, que combinado com a água forma ácido clorídrico e é perigoso porque quando inalado, levando a problemas respiratórios.


Selênio
A exposição a altas concentrações de compostos de Selênio causa selenosis. Os principais sinais dessa doença são a perda de cabelo, fragilidade das unhas, e alterações neurológicas (como dormência e outras sensações estranhas nas extremidades dos membros).


O que fazer com o lixo eletrônico já que ele e tão perigoso?

Pergunta difícil de responder já que o Brasil não tem uma legislação específica para o lixo eletrônico em nível federal. Contudo, a Lei 12305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos), prevê nos artigos 30 a 36 (Capítulo III, Seção II) a responsabilidade compartilhada de fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores na logística reversa para os seguintes produtos pós-consumo: agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e produtos eletroeletrônicos. O Brasil ainda não tem um sistema de coleta (logística reversa) e reciclagem. No entanto alguns estados se mobilizaram com essa lei e organizaram normas regulamentadoras para tais resíduos.

Uma boa solução parcial para os descartes de equipamentos eletroeletrônicos velhos e ultrapassados é a doação para fins de inclusão digital, não é a solução para acabar de uma vez com o lixo eletrônico já que mesmo sendo doados esses equipamentos uma hora vai virar lixo, mais aumentara o tempo de vida útil dos equipamentos eletroeletrônico.

Uma coisa que nunca deve ser feito com esses equipamentos considerados velhos e ultrapassados, é a incineração em locais abertos, pois com a queima as substancias contaminadoras são espalhadas pelo ar através da fuligem, além de contaminar o solo com as sobras da queima.

Agora antes de comprar um equipamento eletroeletrônico novo pense em duas coisas, Eu Preciso e o que vou fazer com o meu equipamento velho.




O Lixo Eletroeletrônico
QUÍMICA NOVA NA ESCOLA
Vol. 32, N° 4,
NOVEMBRO 


http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=24490&sid=11



10 comentários:

  1. Muito Interessante em Go existe vários pontos de coleta

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  2. Paulo de S L Junior31 de março de 2013 17:20

    Legal, sou professor da rede estadual e posso usar esse material para montar uma aula mais interessante para meus alunos.

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  3. Ótima postagem, geralmente não damos importância ao destino do lixo eletrônico, sendo que é um erro muito grave pois esse material é altamente nocivo para o meio ambiente e para saúde do ser humano.

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  4. Uma matéria assim deveria ser divulgada para que as pessoas se conscientizasse dos danos que esse tipo de lixo pode causar a natureza. Parabéns pela postagem, é excelente!

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  5. é um otimo assunto, mas é um assunto que todos insistem em varrer apenas pra de baixo do tapete.

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  6. Muito Bom é realmente muito interessante esse assunto.

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  7. Muito interessante , o assunto dos lixos eletrônicos , parabéns ai ao blogueiro ...

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  8. Difícil mesmo são os consumidores fazerem isso!
    pois na prática, é bem mais fácil jogar no lixo, infelizmente!

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  9. Ótima postagem... Esse é um assunto muito importante, mas poucas pessoas dão atenção a ele, uma pena.

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